No confín de… Quico Cadaval

Quico Cadaval é director, actor, narrador… unha das figuras fundamentais do teatro das últimas décadas. Medida x medida é a última obra que dirixiu, con PT Excéntricas. Ademais, continúa o seu incansable labor como narrador oral.

 

O libro que tes sobre a mesa de noite.

O Gerânio de Flannery O’Connor e Accidents Polipoètics, editado por Arrebato Libros. Depois de aborrecer-me –por diferentes motivos– com Brecht e Vila-Matas, topei outra vez coa tía Flannery. Accidents sempre está aí, para um remédio.

A túa banda sonora destes días.

The Old Refrain, Haiti de Caetano e Gil, Waltz de Brahms, Penicos de Prata, Malandrómeda… Isso foi hoje, umha escolha um pouco errática, que é como se escuita a música na net.

O último filme que te impresionou.

The Magnificent Seven de John Sturges. Realmente foi o último que vim poucos dias depois de ver Shichinin no samurai (Os sete samuráis) de Arika Kurosawa. Estudei a transferência do Japom ao Western. Mas o que me tem de certo impressionado, é a serie Colombo, que me alivia o confinamento. Tem algo extraordinário, é um falso policial. Nós sabemos que é o assassino desde o começo. Nom hai a expectativa da descoberta. Nós, o que fazemos é acompanhar o itinerário do cérebro de Colombo!

A obra de arte na que te perderías agora.
O teatro de Epidauro. É fascinante perder-se nessa gigante caixa de ressonância. É como passear polo interior dum ampli.

A peza que che gustaría…
Gostaria de produzir Sweeney Todd, o musical de Stephen Sondheim. Nos tempos que levo no teatro, passei pola obrigada época egótica, na que desde a tua posiçõm sacerdotal revelas-lhe a marabilha ao público. Agora confío máis na inteligência do público que na nossa. Sweeney Todd é unha das maiores ofertas ao prazer e á inteligência do público. Gostava de fazê-lo possivel.

Unha figura histórica coa que compartir unha caña.

Jacques-Yves Cousteau, pero melhor que unha canha, um vinho nalgures no Mediterrâneo. Pensei também em Amalia Rodrigues, que dominava a noite lisboeta, mais tentei evitar colegas do artisteo. E também me limitei a quem pudera entender falando.

Se non foses teatreiro, serías…

Veterinário ou empresário. De pequeno tinha umha comunicaçõm moi fluida cos animáis. Cans, vacas, cavalos, gatas, se aproximavam de mim confiançudas. Combinado coa familiaridade coa ciência, parecia que era simples. Depois comim da árvore do bem e do mal, e os animáis, ao verem que perdera a inocência, deixarom de falar-me. O de empresário seria genético e adquirido: continuar co negócio familiar.

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